segunda-feira, 23 de julho de 2007

Michael Bay - O Cara

Michael Bay é o cara, eu é que não entendo nada de nada!
O primeiro e maior problema de Transformers:
“Do diretor Michael Bay”.

Atualmente, mais do que em quaisquer outros tempos, existem filmes que morrem antes do parto. Vítimas da ambição de produtores poderosos, que acabam com as promessas dos estúdios, contratando diretores burocráticos e medíocres para dirigir filmes que, se realizados com um mínimo de competência, poderiam até garantir uma diversão simples para um público preocupado unicamente em espantar o tédio de um fim de semana invernal.
Filmes leves e divertidos, claro, mas não acéfalos. Algo que Steven Spielberg sabia proporcionar muito bem lá pelos idos dos anos 80. Não seria mal se os filmes atuais fossem pelo menos isso. Mas não são. Hoje o que se vê é um festival de idiotices cinematográficas que não passam de afrontas à inteligência do espectador. E os culpados? Existem muitos. Uma dessas pragas é Jerry Bruckheimmer. Outra? A Fox Film (sim, a própria Fox). Quer mais uma? Ta, vou te dar a pior delas: Michael Bay.
Responsável por pérolas como os dois filmes da série Bad Boys, o clássico Armageddon, o épico Pearl Harbor e outros filmecos estapafúrdios, o grande Michael Bay lançou este ano a sua mais nova abobrinha cinemática: O natimorto Transformers.
O que vemos na tela é o típico festival Michael Bay. O pôr-do-sol... Soldados heróicos em slow motion... Personagens profundos feito uma porta... Máquinas, muitas máquinas, muitas, muitas máquinas... E o melhor: máquinas destruidoras, assassinas, esmagadoras... AHHHHHHHHHHHHH!!! Michael Bay nunca teve um orgasmo maior e mais memorável do que esse. Aliás é bem isso que Transformers representa. Um orgasmo múltiplo de Michael Bay num formato 35 mm. Hummmm....
Mas a verdade é que não adianta nada ficar aqui falando do Michael Bay. O filme já faturou milhões e milhões pelo mundo enchendo de grana os bolsos do Bay. Uma grana que ele poderá usar para financiar seus próximos espetáculos megalômanos e abjetos se acaso o meu sonho se concretizar. O sonho de estúdio nenhum mais aceitar as suas idéias. O sonho de, um dia, os produtores americanos, sem exceção, acordarem pra vida e perceberem que telespectador nenhum gosta de ser tratado como burro. Que só pirotecnia e meia dúzia de atorezinhos bonitinhos que parecem saídos do High School Musical, não são capazes de salvar roteirinhos chulés, mal-feitos, descerebrados. O dia que os produtores perceberem que filmes de ação carecem de conteúdo, de substância. O dia que os produtores perceberem que o público além de querer se divertir, quer ter o prazer de se emocionar, de se deliciar com 2 horas de projeção...
Mas meu sonho não irá pra frente nunca enquanto existir Michael Bay e produtorezinhos nojentos e preocupados apenas com o retorno e enquanto o pessoal continuar a assistir filmes como esse.
Do diretor Michael Bay - Já é razão mais do que suficiente para odiá-lo

A verdade é que Transformers já é um mega sucesso, fortalecido graças a todo hype criado pelos fãs dos carros que viram robôs da década de 80, graças a toda publicidade investida no projeto considerado a promessa do ano, graças a todos aqueles que insistem em transformar mais um filminho imbecil cheio de efeitos especiais em um marco do ano, da década, da nova geração. E ao que parece, conseguiram... Transformers já é considerado o melhor filme de ação do ano.
Existem vários diretores que poderiam fazer os verões americanos mais felizes. Alguns até fazem. O problema é que eles parecem poucos em vista do número de diretores imbecis que existem por aí. Eu gostaria que as produções de verão estivessem todas nas mãos de Singer, Raimi, J.J. Abrams, Favreau (seu Homem de Ferro está prometido pro ano que vem!) até mesmo Brett Ratner, subestimado e ultrajado pela crítica, mas competente e muito melhor que os Bay’s da vida. E tem outros diretores bacanas. Peter Jackson e Zemeckis... será que é pedir demais?
Mas agora o estrago já está feito e o Transformers tem levado cada dia mais público aos cinemas. Um público que deveria estar sentado nas poltronas das salas que estão exibindo Ratatouille ou Harry Potter e a Ordem da Fênix. Mas não.
Em pensar que eu só topei conferir a tortura cinematográfica do ano, porque uma amiga minha não queria ir sozinha a pré-estréia. Sinceramente, eu sou uma anta. O Bay não é.
Talvez eu seja um dos poucos que odeia Transformers. Eu e mais duas amigas minhas, grandes detratoras do diretorzinho mequetrefe.
Sim, porque afinal, Michael Bay é o cara. Eu é que estou errado.

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